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Com a transferência da capital do Brasil do Rio de Janeiro para o atual Distrito Federal, as terras dessa região foram desapropriadas pelo governo do estado de Goiás, no período de 1956 a 1958, sob responsabilidade da Comissão Goiana de Cooperação para a Mudança da Capital do Brasil, tendo, por presidente, Altamiro de Moura Pacheco.
Ao final dos anos 60, faltando poucos meses para sua festa de inauguração, Brasilia já convivia com um problema comum a todas as grandes capitais, as favelas. Crescendo de forma acelerada as favelas de Brasília foram se firmando ao longo da década de 1960 como o lugar para onde iam os operários trabalhadores aos quais no Plano Piloto de Brasília não havia onde morar. IAPI, Uma população estimada em 80 mil pessoas habitadas cerca de 17 mil barracos distribuídos numa extensa área espremida entre o Núcleo Bandeirante e o Guará II, a invasão do IAPI era, até o início de 1971, a maior favela de Brasília, a desafiar as autoridades que, não havia como ignorar sua população e seus problemas.
Foi criada, então, a "Campanha de Erradicação das Invasões" (CEI, donde "Ceilândia"), presidida pela então primeira-dama, dona Vera de Almeida Silveira. Em 1971, já estavam demarcados 17 619 lotes, numa área de 20 quilômetros quadrados, que, posteriormente, foi ampliada para 231,96 quilômetros quadrados, pelo Decreto 2 842, de 10 de agosto de 1988. Reconhecendo a gravidade do problema e suas consequências, o governador Hélio Prates da Silveira solicitou a erradicação das invasões à Secretaria de Serviços Sociais, comandada por Otamar Lopes Cardoso. No mesmo ano, foi criado um grupo de trabalho que, mais tarde, se transformou em Comissão de Erradicação das Invasões.
Em 27 de março de 1971, o governador Hélio Prates lançava a pedra fundamental da então cidade-satélite de Ceilândia. Às 9 horas do mesmo dia, tinha início o processo de assentamento das vinte primeiras famílias da invasão do IAPI. Ceilândia, possui cerca de 398 374 habitantes (PDAD 2010/2011), e é a região administrativa de maior população do Distrito Federal. A padroeira da cidade é Nossa Senhora da Glória, cuja festa litúrgica se dá em 15 de agosto. Com uma população de cerca de 400 mil habitantes, Ceilândia é considerada a região administrativa com maior influência nordestina no Distrito Federal.
Tem uma economia forte, baseada principalmente no comércio e na indústria, e é considerada também um celeiro cultural e esportivo, por conta de sua riquíssima diversidade artística e pelos atletas da cidade que despontam no cenário nacional e mundial.
O Setor de Indústrias de Ceilândia é um dos principais do Distrito Federal. As maiores fábricas são de pré-moldados, alimentos e móveis. E, de acordo com a Associação Empresarial de Ceilândia, ainda há espaço para crescer. Ceilândia é a região administrativa com o maior número de comerciários do Distrito Federal (100 mil), possui uma população economicamente ativa de 160 mil pessoas e pode-se verificar também uma grande quantidade de feiras na região, como a Feira Central - a principal, exemplo de um empreendimento informal, pelo qual a cidade também pode se fortalecer.
Referências: Museu vivo da memória Candanga/ Aquivo Público do DF
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