90 anos do Homem da Meia-Noite, ícone do carnaval de Pernambuco
Foto: Samuel Calado/CB
Entrega da roupa especial e corte de bolo fazem parte da celebração dos 90 anos do Homem da Meia-Noite, símbolo do carnaval de Pernambuco. A comemoração, de forma de forma remota através das redes sociais do Calunga, acontece diferente dos anos anteriores devido ao avanço da variante Ômicron. Este ano, o clube traz o tema “Ferver” e homenageia o cantor Almir Rouche, o Maestro Spok e a professora e passista Adriana do Frevo. O clube foi o primeiro a cancelar o desfile oficial de carnaval no estado este ano.
Mas quem é este gigante que há 90 anos arrasta uma multidão de apaixonados na madrugada entre o sábado de Zé Pereira e o domingo de Rei Momo no Sítio Histórico de Olinda?
Desfile do Homem da Meia-Noite em 1980. (foto: Arquivo/HMN
Há uma série de mistérios que envolvem o nascimento do Homem da Meia-Noite, em 2 de fevereiro de 1932. Histórias que transitam entre o sagrado, o cinema e o profano. A primeira versão conta que o fundador Luciano Anacleto, que era apaixonado pelo cinema, decidiu criar o boneco em homenagem ao filme “O ladrão da Meia-Noite”.
Já a segunda história diz que o músico Benedito Bernardino da Silva (que criou a música oficial do calunga e o primeiro boneco) ao ver constantemente um homem elegante, com dente de ouro e fraque verde e branco, decidiu segui-lo e percebeu que ele pulava as janelas das casas do Sítio Histórico para namorar com as senhoritas na madrugada.
Desfile oficial do Homem da Meia-Noite, em 2000.
(foto: Arquivo/HMN)
O professor e presidente do clube há mais de 15 anos, Luiz Adolpho, se emociona ao lembrar do sonho do pai, o ex-presidente Tácio Botelho, em ver o bloco crescer.“Se estou aqui é graças a história de amor do meu pai pelo Calunga. O sonho dele era ver o que o Homem se transformou hoje, sendo reconhecido no Brasil e no mundo”. Sobre o encantamento que envolve a imagem do Homem da Meia-Noite, ele ressalta que o ícone invadiu definitivamente a casa das pessoas.
"Esse encantamento vem da essência do Homem da Meia-Noite. Muitas pessoas lembram quando o pai e o avô colocavam elas nas costas para ver o homem passar. Eu mesmo, quando criança, sentava em cima de um muro às 18 horas para esperar o calunga passar. E lembro da minha mãe entregando um copo de leite e um pedaço de pão para me alimentar", recorda.
FONTE: Correio Braziliense
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